Esse foi meu início

Desde 1915 alguns estudiosos do Espiritismo, reuniam-se na residência do casal Albino e Firmina Braga Esteves, na Rua São Mateus, 378 – em Juiz de Fora. Numa das reuniões desse grupo, a médium Callíope Braga, irmã de D. Firmina recebeu a mensagem do espírito João de Freitas, na qual sugeria que se criasse um centro espírita dirigido somente por mulheres cujo nome seria Casa Espírita

Foi ano de fundação da Casa Espírita de Juiz de Fora

Em maio de 1919, foi fundada a Casa Espírita, tendo como primeira presidente Eugênia Braga. Nesta ocasião ficou deliberado que o Patrono Espiritual desta entidade seria o espírito Dias da Cruz, desencarnado no Rio de Janeiro no século XIX, onde exercia a profissão de médico sendo já conhecido no meio espírita, principalmente na cidade referida e pai do conceituado médico que tinha o seu nome, membro da Federação Espírita Brasileira, onde realizava palestras públicas e teve atuante participação no movimento espírita nascente.

Desde os primeiros anos, houve uma preocupação dos diretores e trabalhadores da Casa Espírita, no sentido de atender às suas finalidades na área social e de divulgação doutrinária, principalmente na evangelização da criança e do jovem. Destacamos nesta fase, em suas três primeiras décadas as célebres conferências realizadas aos domingos, com renomados expositores espíritas da cidade, de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, como Vianna de Carvalho, Cel. Couto, Albino Esteves e muitos outros.

Foi criado em 1920, o primeiro órgão de divulgação espírita desta entidade – O Semeador – que circulou por mais de 10 anos, sendo reeditado na década de setenta e posteriormente transformado no Mural que a Casa apresenta com mensagens doutrinárias, notícias e informações de suas atividades, renovadas mensalmente.

Ainda no ano de 1920, foi fundado o Instituto Eugênia Braga, escola profissionalizante para moças, Escola Infantil João Lustosa e o Posto Mediúnico para aplicação de passes.

Na década de quarenta foi criada a Escola Espírita de Evangelização Célia Lucius e a Mocidade Espírita Dias da Cruz, a Biblioteca Jayme Jenz pela dedicada trabalhadora da seara espírita, Yvonne Pereira, que residia em Juiz de Fora, tendo, ainda, desenvolvido várias atividades como expositora, evangelizadora, médium receitista e professora de trabalhos manuais no Instituto Eugênia Braga.

Alguns setores assistenciais como a Caixa de Socorros Dr. João de Freitas, a Fundação Callíope Braga de Miranda, a Assistência Leonina Braga e outras atividades que prestavam auxílio aos necessitados, foram agrupados no DAS – Departamento de Assistência Social – hoje como DAPSE – Departamento de Assistência e Promoção Social Espírita – que prossegue com atividades como: Curso de Gestantes; distribuição de enxovais e leite, mantimentos; aulas de evangelização para adultos e crianças assistidas; setor de costura; aulas de artesanato para jovens e crianças.

A sede atual foi inaugurada em março de 1974, tendo recebido ampliações nestes últimos anos, para atender ao crescente número de pessoas que frequentam a Casa Espírita e permitir a acessibilidade de portadores de necessidades especiais.

Possui, hoje, a Casa Espírita os seguintes setores:

Na área de divulgação doutrinária (DDD) foram ampliadas as reuniões públicas e criados vários cursos (ESDE, PROGEM), Grupos de Estudos das obras de Allan Kardec, de Manoel Philomeno de Miranda, de André Luiz, de Joanna de Ângelis, de Yvonne Pereira e Amélia Rodrigues.

O DAF realiza atividades com o Grupo de Terceira Idade, Apoio Psicológico a gestantes, casais e adolescentes, e com o Grupo de Higiene Mental, encaminhados pelo setor de Atendimento Fraterno, sob sua coordenação.

O DAM coordena as reuniões mediúnicas, postos de passes, Tratamento Magnético Espiritual para adultos e crianças com patologias graves e distúrbios espirituais, equipes de médiuns passistas para atendimento em hospitais, domicílios e assistidos do DAPSE.

Pelos inúmeros trabalhos realizados ao longo de seus noventa e sete anos de existência, parabenizamos a atual diretoria e recordamos com respeito, gratidão e admiração todos os incansáveis trabalhadores e benfeitores que nesta entidade prestaram relevantes serviços. Difícil citar nomes sem evidenciar em espaço tão pequeno, a grandeza deste labor, contudo exaltamos na figura de sua primeira presidente, Eugênia Braga – dedicada mentora espiritual – e uma das fundadoras da Casa Espírita, todos os valorosos companheiros que dedicaram suas vidas na manutenção deste ideal.

No dia 26 de maio de 2016, a Casa Espírita completou 97 anos de atividades ininterruptas.

Cumprindo seu papel social e humanitário, prossegue a Casa Espírita sua trajetória de luz, formando trabalhadores que prestam relevantes serviços no movimento espírita de nossa cidade!