Esse foi meu início

No dia 26 de maio de 2019, a Casa Espírita completa 100 anos de atividades Ininterruptas.

Desde 1915 alguns estudiosos do Espiritismo, reuniam-se na residência do casal Albino e Firmina Braga Esteves, na Rua São Mateus, 378 – em Juiz de Fora. Numa das reuniões desse grupo, a médium Callíope Braga, irmã de D. Firmina recebeu a mensagem do espírito João de Freitas, na qual sugeria que se criasse um centro espírita dirigido somente por mulheres cujo nome seria Casa Espírita

Foi ano de fundação da Casa Espírita de Juiz de Fora

Em maio de 1919, foi fundada a Casa Espírita, tendo como primeira presidente Eugênia Braga. Nesta ocasião ficou deliberado que o Patrono Espiritual desta entidade seria o espírito Dias da Cruz, desencarnado no Rio de Janeiro no século XIX, onde exercia a profissão de médico sendo já conhecido no meio espírita, principalmente na cidade referida e pai do conceituado médico que tinha o seu nome, membro da Federação Espírita Brasileira, onde realizava palestras públicas e teve atuante participação no movimento espírita nascente.

Desde os primeiros anos, houve uma preocupação dos diretores e trabalhadores da Casa Espírita, no sentido de atender às suas finalidades na área social e de divulgação doutrinária, principalmente na evangelização da criança e do jovem. Destacamos nesta fase, em suas três primeiras décadas as célebres conferências realizadas aos domingos, com renomados expositores espíritas da cidade, de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, como Vianna de Carvalho, Cel. Couto, Albino Esteves e muitos outros.

Foi criado em 1920, o primeiro órgão de divulgação espírita desta entidade – O Semeador – que circulou por mais de 10 anos, sendo reeditado na década de setenta e posteriormente transformado no Mural que a Casa apresenta com mensagens doutrinárias, notícias e informações de suas atividades, renovadas mensalmente.

Ainda no ano de 1920, foi fundado o Instituto Eugênia Braga, escola profissionalizante para moças, Escola Infantil João Lustosa e o Posto Mediúnico para aplicação de passes.

Na década de quarenta foi criada a Escola Espírita de Evangelização Célia Lucius e a Mocidade Espírita Dias da Cruz, a Biblioteca Jayme Jenz pela dedicada trabalhadora da seara espírita, Yvonne Pereira, que residia em Juiz de Fora, tendo, ainda, desenvolvido várias atividades como expositora, evangelizadora, médium receitista e professora de trabalhos manuais no Instituto Eugênia Braga.

Alguns setores assistenciais como a Caixa de Socorros Dr. João de Freitas, a Fundação Callíope Braga de Miranda, a Assistência Leonina Braga e outras atividades que prestavam auxílio aos necessitados, foram agrupados no DAS – Departamento de Assistência Social – hoje como DAPSE – Departamento de Assistência e Promoção Social Espírita – que prossegue com atividades como: Curso de Gestantes; distribuição de enxovais e leite, mantimentos; aulas de evangelização para adultos e crianças assistidas; setor de costura; aulas de artesanato para jovens e crianças.

A sede atual foi inaugurada em março de 1974, tendo recebido ampliações nestes últimos anos, para atender ao crescente número de pessoas que frequentam a Casa Espírita e permitir a acessibilidade de portadores de necessidades especiais.

A partir do ano 2000, a diretoria da Casa Espírita após intensa campanha construiu o prédio que recebeu o nome carinhoso de Maria Cotinha, trabalhadora da Casa que doava o seu tempo em prol das assistidas, nele foi possível a criação e ampliação de Grupos de estudos ( Obras de Allan Kardec, de André Luiz, Joanna de Ângelis, Manoel Philomeno de Miranda, etc… e melhores instalações para a Mocidade Espírita, Salas de cursos para assistidos da Casa.

Ao longo do tempo, foram ampliados Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE – atualmente 4 turmas), e Estudo sobre Mediunidade, hoje MEP (Mediunidade: Estudo e Prática), ambos orientações da FEB.

Por inspiração do Alto foram criadas mais Grupos de Estudos: o GEDELE (Grupo de Estudo da Doutrina Espírita à Luz do Evangelho, Obras de Amélia Rodrigues e de Emmanuel; Grupos de Acolhimento e Apoio: Grupo dos Entes Queridos (em março de 2001) e NALE (Núcleo de Apoio à Luz do Evangelho em abril de 2012).

Na contínua a busca de adequação, A partir de 2012, com empenho e auxílio de trabalhadores e frequentadores foram iniciadas as obras de acessibilidade (banheiro, elevadores- concluída em 2016). Foram realizadas também alterações na tribuna.

Possui, hoje, a Casa Espírita os seguintes setores:

Na área de divulgação doutrinária (DDD) foram ampliadas as reuniões públicas e criados vários cursos (ESDE, PROGEM), Grupos de Estudos das obras de Allan Kardec, de Manoel Philomeno de Miranda, de André Luiz, de Joanna de Ângelis, de Yvonne Pereira e Amélia Rodrigues.

O DAF realiza atividades com o Grupo de Terceira Idade, Apoio Psicológico a gestantes, casais e adolescentes, e com o Grupo de Higiene Mental, encaminhados pelo setor de Atendimento Fraterno, sob sua coordenação.

O DAM coordena as reuniões mediúnicas, postos de passes, Tratamento Magnético Espiritual para adultos e crianças, equipes de médiuns passistas para atendimento em hospitais, domicílios e assistidos do DAPSE.

Pelos inúmeros trabalhos realizados ao longo de seus cem anos de existência, recordamos com respeito, gratidão e admiração todos os incansáveis trabalhadores e benfeitores que nesta entidade prestaram relevantes serviços na manutenção do ideal, e rogando sempre o amparo do Alto.

Cumprindo seu papel social e humanitário, prossegue a Casa Espírita sua trajetória de luz, uma “colmeia divina”, transformando almas, formando trabalhadores, para a CASA e a CAUSA, no Movimento Espírita.