Francisco de Menezes Dias da Cruz

“Dr. Dias da Cruz”

Em 1878, no dia 26 de maio retornava ao plano espiritual Dr. Dias da Cruz, após uma laboriosa vida onde demonstrou fidelidade aos ensinamentos de Jesus.

Em 26 de maio de 1919, os fundadores da CASA ESPÍRITA o escolheram como patrono pelas qualidades morais essenciais que já possuía em vida e por seu trabalho como espírito através de médiuns receitistas da Federação Espírita Brasileira.

Francisco de Menezes Dias da Cruz

Nasceu no Rio de Janeiro a 1º de fevereiro de 1826. Fez o Curso de Humanidades e depois ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, formando em 1847. Em 1853, fez concurso para professor substituto sendo nomeado em 1854, após brilhante vitória para a Faculdade de Medicina. Regeu durante anos a cadeira de Patologia Geral.

Teve grande atuação política e influência no Município Neutro, sendo eleito Vereador em 1856. Em 1866 foi candidato a Deputado Geral pelo município do Rio de Janeiro, sendo eleito com uma vitória brilhante.

Destacamos, em sua trajetória como político e médico humanitário, o seguinte:

  • Na epidemia de cólera em 1856, prestou relevantes serviços, sendo agraciado pelo Governo com o hábito da ROSA;
  • Em 1875 a 1876, quando ocorreu o surto de febre amarela no Rio de Janeiro, trabalhou com dedicação e caridade, sendo nomeado “Comendador da Ordem da Rosa” e “Cavaleiro da Ordem de Cristo de Portugal”;
  • Dirigiu as eleições primárias na freguesia do Sacramento, onde era Juiz de Paz e primeiro eleitor, sendo ferido pela tropa no meio do conflito que se travou e recebeu de toda a população provas de carinho e solidariedade;
  • Publicou em 1876, um compêndio com lições de Patologia Geral que foi adotado pela Faculdade de Medicina.

Abandonou a política e se dedicou mais intensamente à Medicina e às Letras, escrevendo artigos para o jornal “A Reforma”, difundindo ideias liberais.

Desencarnou em 26 de maio de 1878.

Segundo informações de um dos seus descendentes, era o médico preferido da Corte de D. Pedro II e foi agraciado pela Princesa Isabel com o título de “Barão da Saúde”.

Da chácara onde residia com sua esposa, Rosinha e seus dois filhos Feliciano e Francisco, situada no Méier, praticava a caridade, atendendo a todos que o procuravam. Depois de sua morta, os moradores do Méier, numa justa homenagem, deram seu nome a uma rua naquele bairro do Rio de Janeiro.