85 ANOS DE PARNASO DE ALÉM TÚMULO

85 ANOS DE PARNASO DE ALÉM TÚMULO

A OBRA

Lançado em 9 de julho de 1932 pela Federação Espírita Brasileira (FEB), Parnaso de Além-Túmulo reúne mais de 200 poemas ditados por 56 poetas brasileiros e portugueses, muitos famosos e alguns desconhecidos do público. Entre os autores estão: Alphonsus de Guimaraens, Augusto dos Anjos, Casimiro de Abreu, Cruz e Sousa e Olavo Bilac.

A obra foi vanguardista em seu tempo e marcou o início da vida mediúnica de Chico Xavier, à época com pouco mais de 20 anos. Seria a primeira de centenas trazidas à lume pelas mãos abnegadas do médium e ditadas por espíritos sérios e comprometidos com a divulgação da Doutrina Espírita e do Evangelho de Jesus.

Abaixo, reproduzimos um poema que compõe o acervo de Parnaso de Além-Túmulo, de autoria do paraibano Augusto dos Anjos (1884-1914).

ALMA (Augusto dos Anjos)

Nos combates ciclópicos, titânicos,

Que eu às vezes na Terra empreendia,

Nos vastos campos da Psicologia,

Buscava as almas, seres inorgânicos;

Nas lágrimas, nos risos e nos pânicos,

Nos distúrbios sutis da hipocondria,

Nas defectividades da estesia,

Nos instintos soezes e tirânicos,

Somente achava corpos na existência,

E o sangue em continuada efervescência

Com impulsos terríficos e tredos.

Enceguecido e louco então que eu era,

Que não via, dos astros à monera,

As luzes d’alma em trágicos segredos.

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