FRANCISCO DE MENEZES DIAS DA CRUZ (1826 / 1878)

Patrono da Casa Espírita

Francisco de Menezes Dias da Cruz, nasceu no Rio de Janeiro a 10 de fe­vereiro de 1826; depois de estudar o curso de humanidades, matriculou-se em 1842 na “Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro”, na qual recebeu o grau de doutor em 1847. Seis anos depois, em 1853, concorreu para o lu­gar de lente substituto, ob­tendo a nomeação em 1854 por oca­sião da reforma da mesma Faculdade. Ocupou este lugar até 1864, data em que passou a reger a cadeira de Pato­logia Geral.

Dedicado às ideias liberais, Dias da Cruz, era influência política no Município Neutro, e o sufrágio popu­lar lhe deu uma cadeira de vereador na Municipalidade em 1856, reelegen­do-o em 1800; em 1866 apresentando-se candidato a Deputado Geral pelo Município alcançou uma grande vitó­ria na luta que então se travou com outro importante candidato.

Na questão Figueiredo, que no Rio provocou tão exaltados ânimos em 1857, houve-se como amigo da ordem, coadjuvando com a sua pa­lavra sempre respeitada, a ação da au­toridade.

Na epidemia do (Cholera-Morbus), em 1856 prestou tão rele­vantes serviços como médico que o governo o agraciou com o hábito da Rosa.

Em 1857 e 1876, quando reinou a febre amarela no Rio» havendo mos­trado grande dedicação de caridade, foi por isso nomeado Comendador da Ordem da Rosa e Cavalheiro da Or­dem de Cristo, de Portugal.

Dirigindo as eleições primárias, na freguesia do Sacramento, onde era Juiz de Paz e primeiro eleitor, foi ferido pela tropa no meio do conflito que se travara e por esta ocasião re­cebeu inequívocas provas de sua mui­to popularidade.

Com a mudança da situação po­lítica em 1868, longe de abandonar seu posto, tornaram-se lhe mais fortes e mais vivas as crenças, e no jornal «A Reforma», que então fundou, es­creveu artigos valiosos.

Em 1876, publicou um Compên­dio de suas lições de Patologia Geral, que foi adotada na Escola de Medi­cina.

Segundo informações de um dos seus descendentes, era o médico preferido da Corte de D. Pedro II e foi agraciado pela Princesa Isabel com o título de “Barão da Saúde”.

Da Chácara onde residia com a esposa Rosinha e seus dois filhos Feliciano e Francisco, situada no Meier, praticava a caridade atendendo a todos que o procuravam. Após a sua morte moradores do Meier numa justa homenagem deram seu nome a uma rua naquele bairro do Rio de Janeiro.

Desencarnou em 26 de maio de 1878. Na terra, como no mundo espi­ritual, é ainda o trabalhador de boa vontade do Evangelho..

Em 26 de maio de 1919, os fundadores da CASA ESPÍRITA o escolheram como patrono pelas qualidades morais essenciais que já possuía em vida e por seu trabalho como Espírito através de médiuns receitistas na Federação Espírita Brasileira.

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